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Biografia:

Nascido em São Paulo às 18h do dia 15 de dezembro de 1976, Nando viveu desde cedo num ambiente musical, contrastado pelas preferências pessoais de seu pai (Beatles, em especial o John Lennon) e de sua mãe (Elvis).

Seus tios maternos haviam tido um conjunto na década de 60, no qual um tocava bateria e o outro contrabaixo acústico. Sua mãe também tocava piano e seu pai sempre tocou violão popular.

Em 1978 sua família se muda para Porto Ferreira/SP e em meados de 1984 seu pai teve uma série de aulas particulares de violão, oportunidade em que Nando tenta aprender, mas desta vez, sem sucesso.

Um grande marco determinante para direcionar seu interesse para a música foi o primeiro Rock’n’Rio (1985), maior evento de rock já produzido no Brasil, que ele e sua família assistiram nas transmissões ao vivo da televisão, sendo que o conjunto que mais o impressionou foi o Queen, principalmente com a memorável apresentação de “Love of My Life”.

Pronto, ali nascia um roqueiro, ainda mirim, que também influenciado pela grande insurreição do rock nacional da década de 80, viria a riscar seus primeiros acordes ao violão dois anos mais tarde.

Por motivo do trabalho de seu pai (na Nestlé), em julho de 1985 sua família se muda para Itabuna/BA onde Nando descobre os prazeres da vida bucólica, pegando ondas, andando de bicicleta, skate e tocando muito, mas muito violão.

No meio de 1989 sua nômade família retorna para o estado de São Paulo, desta vez para a cidade de Araras, onde um ano depois ele inicia o estudo do violão erudito através de aulas particulares com o professor e maestro Ednelson da Silva e em 1992 entra pela primeira vez em contato com uma guitarra elétrica, apresentação realizada por seu amigo Daniel Coimbra.

O início da década de 90 representou tempos difíceis que a família de Nando Pires atravessou e também dado ao restrito acesso a instrumentos musicais daquela época, em 1993 ele se vê tendo que construir sua primeira guitarra elétrica, sendo que para isso recebe ajuda de três amigos ararenses: Júnior Stocco que fez o braço do instrumento e o captador do braço (o Benezão); Daniel Coimbra que fez o corpo; Nando que desenhou as ferragens, escudo, os produziu e fez os marca trastes e de seu então colega de classe da escola Lilão, que fez a escrita do head stock do instrumento. Nasce aí a “Telenando”, uma réplica adaptada de uma Fender Telecaster.

Agora de posse de uma guitarra, envereda-se a tirar músicas de bandas de rock e passa a freqüentar os ensaios da banda Capitão Nemo, que em 1993 era composta por Daniel Coimbra (contrabaixo e voz), Gama (bateria) e Marcelo Nunes, o Marcelinho Japonês na guitarra, com o qual vai adquirindo diversas técnicas e entrando em contato com a linguagem do novo instrumento.

Também nesse ano, Nando descobre em meio aos discos de sua casa, um presente de aniversário que sua mãe havia ganhado de uma antiga amiga (Débora), no ano de 1969. Era o primeiro álbum da banda “Tem Years After”, cujo guitarrista é Alvin Lee e que na época veio a se tornar sua fonte de estudo, forte inspiração, influência e que sempre o acompanharia.

Com a “Telenando” e um amplificador valvulado também construído por Stocco, que utilizou o chassi de um antigo amplificador modelo Valiant da Giannini, Nando compõe e interpreta ao vivo sua primeira obra de relevância, a trilha sonora do espetáculo “A lenda de Branca Dias”, uma adaptação de “O Santo Inquérito” de Dias Gomes, dirigido por Marcelo Daniel (Mussa) e realizada pelo Projeto Teatral Claque em 1994, ano em que também lecionou violão e guitarra na escola “Belle Amie”.

Em 1995 ingressa no curso de filosofia na UNICAMP e lá freqüenta mais aulas da faculdade de música que do próprio curso. Também nesse ano compõe e segue executando ao vivo mais duas trilhas sonoras para peças de teatro, a infantil “A Lenda do Bruxo” e a adulta “As Criadinhas”, um drama de Jean Genet, ambas dirigidas por Hélio Talma. Em 1996 reúne várias músicas das trilhas sonoras que compôs e outras idéias para produzir o show e CD – Daimon, com Daniel Coimbra no contrabaixo e Zé Justino na percussão, mas este não sai dos ensaios, então retoma as atividades de professor de violão e guitarra, além dos estudos de violão erudito, porém dessa vez com o já falecido professor, mestre e posteriormente grande amigo, Roberto Ramos.

O ano de 1997 marca a estréia de Nando como articulista, escrevendo para os jornais ararenses “Opinião Jornal” e “A Verdade”, sendo que uma oportunidade ímpar surgiu quando entrevistou Dominguinhos, Tânia Alvez e Eraldo Dumond sobre a apresentação que viriam a fazer pelo projeto Asa Branca, patrocinado pela Petrobraz e foi convidado a tocar uma peça de sua autoria no show deles.

Depois de um período distante do teatro, em 1998 Nando recebe mais uma vez o convite de Mussa, para re-executar a trilha sonora de “A Lenda de Branca Dias”, desta vez montada sob seu nome original (O Santo Inquérito), a fim de concorrerem na modalidade de teatro do concurso “Mapa Cultural Paulista”. O espetáculo vence as fases municipal e regional, na qual ele recebe o prêmio de melhor trilha sonora. Nesse mesmo concurso, Nando também participa com sua poesia “Space Cacke”, com a qual também ganha as fases municipal, regional e representa Araras na final do mesmo concurso.

O ano de 98 também traz para sua vida um presente que jamais o deixaria, nasce seu filho Pablo, o qual tem o nome escolhido quando Nando assistia repetidas vezes o ultra som que sua esposa (Francini) havia feito. Seu casamento duraria apenas um ano e meio após o nascimento de seu filho, mas sua dedicação com a criança existiria para sempre.

Decidido a atuar no ramo artístico e encontrando todo tipo de dificuldades, além da escassez de oportunidades de trabalho nessa área, em 1999 resolve montar a Jungle Produções Artísticas, empresa que nasce como um estúdio de gravação a fim de dar oportunidades aos artistas locais e nessa direção, patrocina o I Festival de Música da Loja Daniel, onde confere gravações aos vencedores dos diversos estilos participantes.

Das gravações da banda Spirit Heaven (uma das vencedoras do I Festival Loja Daniel), Nando vem a conhecer Fábio Laguna, oportunidade em que toma conhecimento de seu trabalho e estreita amizade. Desse contato, surge a oportunidade de gravar e produzir o álbum composto por Laguna, “All Night Party at Gallamauaka’s Land”, apoiado pela Lei Rouanet e patrocinado pela Metalúrgica Mococa, que ocorre entre novembro de 1999 e janeiro de 2000.

Nesse álbum Nando também grava as guitarras e apóia Fábio com hospedagem e desconsidera o custo de várias horas excedentes, visto ao valor que enxerga no trabalho do amigo. Uma decisão acertada, pois o álbum promoveria o ingresso de Fábio para a renomada banda Angra e se tornaria um dos trabalhos mais expressivos de Nando Pires.

2000, 2001 foram anos dedicados à rotina do estúdio de gravação e aos investimentos infindáveis em equipamentos de áudio para gravar uma série de álbuns, dentre os quais, os mais significativos encontram-se no link “Produções Fonográficas” deste mesmo site.

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Ouça o CD – “All Night Part At Gallamauaka’s Land” –

Com a participação de Nando Pires nas guitarras e violões!

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Nando pende cada vez mais para o blues e se aventura a montar uma banda nesse estilo, chamada Pelicano’s Blues Band e realiza sua estréia em outubro de 2001, numa festa de nome Chillin’Roll que promove conjuntamente com outra banda de amigos, a Overload Blues. Essa festa contou com a apresentação das duas bandas e com o lançamento de um CD contendo 4 músicas de cada banda, mas diante dos seus diversos outros compromissos a Pelicano’s fica de lado.

O ano de 2002 foi artisticamente atribulado e visualizando o enfraquecimento das atividades ligadas à arte e à cultura em Araras, Nando resolve dar duas cartadas para tentar aquecer esse mercado.

Em agosto de 2002 reúne uma série de músicos e os convida para participarem do CD coletânea Artistas de Araras Vol. 1. Os que não têm suas músicas gravadas, Nando grava e produz através da Jungle Produções e recebe músicas já gravadas de outros interessados. Para ganhar maior penetração, Nando estabelece uma parceria com a empresa SitePlanet Internet e esta com a UOL, onde conseguem que sejam produzidos de 15 mil CDs para serem distribuídos gratuitamente e a fim de aumentar a representatividade da classe artística junto à administração pública, Nando e a SitePlanet julgam interessante que esse CD saia como um produto da 2º Festa do Peão de Araras (a maior festa da cidade e uma das mais tradicionais).

Em novembro deste mesmo ano, ciente das diversas dificuldades que figuram para a conquista da profissionalização de artistas residentes no interior, devido ao difícil acesso destes a recursos para produzirem seus trabalhos e principalmente para inseri-los no mercado e colocá-los na mídia, Nando Pires escreve um projeto de Lei de incentivo à cultura de âmbito municipal, o qual apresenta à Câmara dos Vereadores de Araras, numa solicitação pública ao prefeito daquela época (Luis Carlos Meneghetti) para que se instaurasse essa Lei a fim de fomentar e promover a cultura e os artistas locais, mas apesar de ter tido ovação dos vereadores, do público presente e apoio da imprensa o prefeito nada fez.

Saturado de tantas ações na área da cultura com reconhecimento público, mas sem resultados práticos plausíveis, Nando Pires encaminha sua empresa a focar suas atividades na área da publicidade e fecha contrato com a Associação Atlética Ararense, para a qual passaria a produzir seus jornais mensais, web-site e rádio in-door de fevereiro de 2003 até abril de 2006. Período em que sempre esteve envolvido de alguma forma com iniciativas culturais, mas fez dos jingles, spots, cartões de visita, panfletos, sites e demais produtos e serviços publicitários o seu ganha pão.

As esperanças não morrem e no ano de 2003, em resposta à falta de política cultural de Araras, o prefeito Meneghetti chama diversos munícipes com notório envolvimento na área da cultura, mais representantes do poder público e funda numa iniciativa vertical a Fundação Cultural de Araras, numa reunião em que o na época vereador Francisco Nucci Neto sugere a Nando que assuma uma cadeira na diretoria desta fundação, mas Nando recusa o cargo, ficando apenas como de membro fundador da mesma.

O propósito primeiro dessa fundação era o de ser proponente de um projeto de restauração e reforma da antiga estação de trens da FEPASA de Araras, na qual seria então implantado um centro cultural municipal e cuja maior patrocinadora seria a Nestlé, mas em menos de sessenta dias a fundação foi impugnada pelo promotor público da época, devido ao donativo que julgou improcedente de cem mil reais que a prefeitura havia feito para a fundação.

Diante dessa nova realidade (ausência de Lei de incentivo à cultura, de política cultural e do centro cultural), Nando vê-se na obrigatoriedade de agir, pega o texto do estatuto da impugnada fundação e o reescreve de forma a montar uma entidade associativa de caráter privado, sem fins lucrativos, apartidária, cuja diretoria trabalhe sob forma voluntária e não remunerada e composta essencialmente por pessoas ligadas à arte e cultura. Desta forma em 2004 nasce a ACAAR (Associação de Artes e Cultura de Araras), que incorpora o compromisso que a Nestlé havia feito com o município de patrocinar a construção do Centro Cultural de Araras, e se torna proponente do projeto apoiado pela Lei Rouanet, sob PRONAC , para a realização das obras. Na ACAAR Nando assume o cargo não remunerado de diretor de Marketing e Eventos.

Em 2006 Nando é reeleito, conjuntamente com os demais de sua chapa para a diretoria da ACAAR, em fim são findados os trabalhos e processos burocráticos junto ao MinC e dão-se início às obras na estação.

Também nesse ano, Nando é convidado por seu amigo Marcos Garavazo à assumir a cadeira de diretor do Palco II – Artistas da Terra da 6º Festa do Peão de Araras, cargo que aceita e dedica ao trabalho de valorizar o artista local.

Ainda em 2006 Nando Pires resolve retomar suas afastadas atividades na área da música e monta a DRAGSTERS, uma banda de cover, na qual toca guitarra, canta e com a qual pretende apresentar um repertório de músicas e estilos de que gosta (rock’n’roll, rockabilly e blues), em roupagens diferentes, constituindo um show ao mesmo tempo cultural e acessível ao público.

A estréia da DRAGSTERS aconteceu no dia 27/06/2006, contou com a participação do músico e amigo Fábio Laguna e com a cobertura dos programas televisivos Roger Clip Show e Ventura, sendo que desde sua estréia a banda tem sido a principal atividade de Nando, que ainda realiza trabalhos na área da publicidade e projetos de sonorização para ambientes.

O ano de 2007 se iniciou entre shows, investimentos em equipamentos para melhorar a estrutura da DRAGSTERS e da retomada de alguns projetos que ficaram para trás, como os álbuns Daimon e Dia Voraz, que se encontram em fase de captação de recursos para poderem ser concluídos.

Épocas boas, épocas ruins, realizações e períodos inertes… to be continued…

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