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fev 23 2017

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Por fora da cultura POP…

Você sente ter vindo de outro planeta quando alguém chega perto e já vai falando de um assunto que se percebe estar na “moda”, mas que você nunca se quer imaginou que existisse?!

E quando alguém vem comentando sobre um personagem de uma novela (muito familiar para ele), mas a sua situação só piora porque na verdade você nunca viu e nem ouviu falar de tal novela, não sabe absolutamente nada sobre o personagem citado e não faz a menor ideia de quem seja o ator ou a atriz que o interpreta…

Isso também acontece quando te falam de um músico de uma determinada banda de grande sucesso na atualidade, ou mesmo de um artista ou celebridade de um programa de TV que está “bombando”, mas que você simplesmente desconhece por completo?!

Pois é… Tenho encontrado muita gente com esses “sintomas” de desconhecimento profundo da tal da “cultura pop” atual e acho que um dos principais motivos é que grande parte desse segmento artístico e cultural acabou por se encontrar na mais profunda irrelevância…

Mas que tipo de irrelevância?! A de não poder utilizar nenhum de seus conhecimentos para absolutamente nada!

Vou dar um exemplo: Outro dia fui tomar um café na loja de conveniência de um posto de combustível, enquanto abastecia meu carro. Lá ouvi da metade para o final de uma música, outra canção inteira e a terceira até o meio. A primeira falava da traição de uma esposa que mandava o marido ir morar no motel, a segunda falava de um cara que colocava o som bem alto e se explicava para o guarda, que o motivo era de ter sido largado pela mulher e a terceira falava sobre um cara que só queria beber e dizia que as mulheres eram solteiras porque gostavam da balada, se não estariam em casa, namorando.

Não preciso nem dizer que eram três obras primas do sertanejo universitário atual… Quando fui buscar meu carro, tinha uma pick-up repleta de alto-falantes na caçamba, com um cara “surdo” que ouvia funk carioca (no volume 11) e a letra era do tipo “aula de aeróbica”, onde o “cantor” (piada chamar aquilo de “canto”!!! risos) apenas dava instruções sobre movimentos: abaixa, levanta, pra lá, pra lá, rebola, agacha…

Agora eu pergunto: Se essas músicas não dão nem pra ser ouvidas, o quê fazer com as informações que elas transmitem?! Pois é… A arte e por consequência a música, são formas de “comunicação”! Já pensaram por esse lado?!

Para escrever esse texto eu dei uma olhada nos enredos das novelas e descobri que quase todas falam de ganância, traição, vingança e raiva, enquanto personagens secundários amenizam as estórias centrais, as deixando engraçadas ou românticas… Novamente pergunto: O que dá pra fazer com essas informações?!

Pensem: Se uma pessoa passar a vida decorando todas as letras das músicas mais populares dos últimos 20 ou 30 anos e se essa mesma pessoa passar essas décadas assistindo novelas e outros programas popularescos, ELA NÃO VAI TER APRENDIDO NEM A FAZER UM SIMPLES MIOJO! (risos) Só que aí se foram 20, 30 anos sem que a pessoa “nem se dê conta”!

Na última terça-feira tivemos a sabatina do Ministro Alexandre de Moraes, pelo Senado Federal, que no dia seguinte teve sua indicação aprovada para integrar o STF e os comentários que vi e ouvi pelas redes sociais na quinta-feira foram sobre a vitória do Corinthians sobre o Palmeiras (no jogo da quarta-feira) e o que vejo agora que esse assunto já esfriou, é sobre o Carnaval…

Isso me faz pensar que as prioridades dos brasileiros caminham sobre assuntos nada aplicáveis ao quotidiano e que o tempo da maior parte das vidas das pessoas e a cultura que elas escolhem assimilar, simplesmente não servem para quase nada… Talvez apenas para tirar sarro de um amigo(a) ou para se divertir numa balada e nada mais.

Alguns podem dizer: “Nossa Nando, como você é azedo!” Respondo: “Adoro suco de limão com maracujá!” (risos)

Com esse monte de interrogações eu findo esse texto desejando a todos um ótimo, divertido e revigorante final de semana, sugerindo cautela aos foliões, afinal; o ano só começa depois do carnaval e não vale à pena arrumar problemas maiores por causa de quatro dias de festa. Baccio!

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